Após uma série de decisões difíceis, a nova administração das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que assumiu o comando da empresa há dois meses, tem mostrado sinais de vitalidade. A principal mudança foi a suspensão de várias rotas internacionais, incluindo os voos de Maputo para Lisboa e, recentemente, para Cape Town, na África do Sul. Essas rotas, consideradas um peso para a companhia, foram interrompidas no contexto de um plano de reestruturação voltado para a sustentabilidade da empresa.
De acordo com a administração, a medida faz parte de uma estratégia para otimizar as operações, priorizando o mercado doméstico e a rentabilidade. O foco está agora na rota regional Maputo – Joanesburgo e nas rotas internas, além de um plano mais estruturado para a recuperação da confiança dos fornecedores. A empresa também deixou de depender dos empréstimos bancários para pagar salários, um sinal claro de melhora nas finanças da LAM.
O novo Presidente do Conselho de Administração, Marcelino Alberto, tem sido elogiado pela sua abordagem pragmática, que inclui a avaliação detalhada do desempenho das rotas e a suspensão das operações internacionais que não eram lucrativas. A decisão de suspender a rota Maputo – Lisboa, por exemplo, que gerou prejuízos de 21 milhões de dólares desde a sua reintrodução, é um exemplo claro de que a gestão
