Bill Haast (1910–2011) ficou conhecido mundialmente por sua impressionante relação com cobras venenosas. Ele adotou um método incomum de imunização ao injetar pequenas doses de veneno no próprio corpo, uma prática que começou na década de 1940. Ao longo de sua vida, foi mordido mais de 170 vezes, algumas das quais quase lhe custaram a vida.
Dedicado ao estudo e à manipulação de serpentes, Bill fundou o Miami Serpentarium em 1947, um centro especializado na extração de venenos para pesquisa científica e produção de antídotos. Sua contribuição para a medicina foi imensa, auxiliando no tratamento de milhares de vítimas de picadas de cobra. Em diversas ocasiões, seu sangue, rico em anticorpos, foi utilizado para salvar vidas.
Além de estudar os efeitos do veneno, ele acreditava que pequenas doses controladas poderiam trazer benefícios à saúde, incluindo a prevenção de doenças como artrite e esclerose múltipla. Mesmo sem comprovação científica definitiva, Bill viveu até os 100 anos, algo que atribuía à sua exposição ao veneno.
Mesmo sem formação acadêmica formal, sua experiência prática e seus estudos o tornaram uma referência no campo da herpetologia. Sua trajetória única e suas contribuições para a ciência fizeram dele uma figura lendária no estudo dos venenos e no desenvolvimento de antídotos.
