PODEMOS em Crise: Deputados “Desaparecidos” Aparecem e Causam Confusão

Segundo deputado do PODEMOS reaparece e revela que nem sabia que deveria tomar posse

A polêmica envolvendo deputados do Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS) ganha um novo capítulo. Após a repercussão sobre parlamentares eleitos que não tomaram posse devido ao seu paradeiro desconhecido, um segundo deputado surgiu publicamente, afirmando que sequer tinha conhecimento de sua eleição para a Assembleia da República.

Nos últimos dias, vieram à tona informações de que o partido teria incluído nomes aleatoriamente em sua lista de candidatos, recrutando pessoas em mercados e ruas para preencher os requisitos mínimos exigidos pela legislação eleitoral. Essa hipótese ganha força com os relatos dos próprios deputados, que demonstram total desconhecimento sobre sua candidatura e eleição.

O primeiro parlamentar, António Furuma, apareceu no dia 27 de março na Assembleia da República para tomar posse, mas foi impedido e orientado a aguardar uma decisão oficial. Já no dia 31 de março, o PODEMOS convocou uma conferência de imprensa para apresentar o segundo deputado desaparecido, Faizal Gabriel, que também desconhecia sua situação política.

Diante da exposição do caso, o partido argumentou que os parlamentares estavam incomunicáveis devido a diversas circunstâncias, incluindo supostas perseguições políticas e dificuldades causadas por manifestações violentas. Durante o evento, a liderança do PODEMOS reforçou seu compromisso com os parlamentares eleitos, alegando que fez esforços para localizá-los e garantir que assumam seus mandatos.

Faizal Gabriel, por sua vez, justificou sua ausência afirmando que estava envolvido com atividades profissionais e sem acesso à comunicação. Ele alegou que só tomou conhecimento de sua eleição após saber que António Furuma havia tentado tomar posse.

O caso levanta questionamentos sobre a forma como os candidatos do PODEMOS foram selecionados e inscritos para a eleição. A inconsistência nas declarações dos envolvidos reforça a tese de que o partido pode ter recorrido a estratégias incomuns para garantir sua participação na Assembleia da República. Agora, o desfecho da situação depende da decisão oficial do Parlamento, já que o prazo para a posse desses deputados expirou conforme as regras estabelecidas.

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